quinta-feira, 29 de março de 2007

Cibercultura



O autor nos coloca frente às questões da cibercultura. O quanto ela é vista de forma preconceituosa ainda.
Denuncia as pessoas que falam preconceituosamente como as do mesmo tipo que desprezaram o rock dos anos 50/60, ou que mesmo falaram mal do cinema, teatro...
Antigamente as pessoas vinculadas ao cinema e teatro eram olhadas com maus olhos, como hoje são olhados de maus olhos os que estão engajados na cibercultura e a defendem.
A Internet, não tem o poder de salvar o mundo, nem esta pretensão, mas pode também colaborar com o aumento de saberes.
O quanto ela poderá nos ajudar, somos nós mesmo que vamos dar tom. Se ela será benéfica ou não, será pela forma como nós a utilizarmos.
Como a TV, a Internet deve ser dosada, vamos deixar nossas crianças sentadas na frente da TV o dia inteiro para que tenhamos “paz” e elas não incomodem? Ou teremos critérios para isso? Deixaremos ver qualquer programa, ou vamos limitar e ensinar o que deve ou não ser visto? O mesmo ocorre com a Internet. Cabe a nós, sabermos o uso que vamos dar e os limites que devem ser respeitados.
Outro ponto importante que o autor coloca é sobre a exclusão, a cibercultura é tida como excludente, que só terão acesso aos computadores quem tiver condições e poder aquisitivo, e a cultura cibernética ficaria a disposição de poucos. Aí pergunto? Quem hoje tem condições de freqüentar um teatro ou cinema diariamente? Ou até mesmo uma vez por mês? E isso deixou de ser cultura e está sendo condenada?
Depois disso Levy nos leva a entender alguns conceitos como ciberespaço e cibercultura. Ciberespaço seria a infra-estrutura material da comunicação digital, o universo oceânico de informações que abriga e os seres humanos que navegam e alimentam este universo. A cibercultura por sua vez seria o conjunto de técnicas, de práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem junto com o crescimento do ciberespaço.
Outro termo que ele esclarece é sobre as técnicas que podem estar a serviço dos poderosos, mas também estão a serviço do indivíduo que dela se utiliza.
O autor fala ainda muito mais coisas, mas vou encerrar aqui, pois acho que já tem muita coisa para pensarmos até este momento e para nos questionarmos. Como vamos utilizar estas técnicas na sala de aula? Talvez devêssemos começar a pensar em ensinar nossos alunos a apropriarem-se dos computadores, da Internet, navegarem e aprende a triar o que é interessante ou não, o que é verdade ou mentira, e não simplesmente deixarem-se levar pelo que os poderosos querem que vejam ou naveguem. Que possam se críticos diante a tela do computador, e possam usar do ciberespaço, um espaço de pensar, refletir e criticar.
E pergunto, estamos nós preparados para andar na velocidade digital e acompanhar o passo para podermos ensinar a alguém como fazer isso? Ou estamos ainda olhando de forma preconceituosa e com medo de perder espaço?

segunda-feira, 12 de março de 2007

Texto "A revolução do texto eletrônico"

O texto nos fala de como vem sendo vista a escrita desde os tempo em em que a leitura era mais restrita a Bíblia. Ou seja faz um breve relato da hisatória da descrita. Nos faz pensar sobre a especificidade da leitura, como ver a leitura não como uma analise de formas, mas como uma prática da relação da própria escrita em si. A relação da leitura com imagens, ou seja, "ler imagens", e questiona se essa leitura seria realmente uma leitura. Pois é a forma material do texto que lhe dá forma . Depois nos fala sobre a leitura da "imagem" na tela, que tipo de leitura seria esta, uma leitura de textos ou de imagens? Temos hoje ainda dificuldades de perceber a inovação como algo novo que possa nos trazer benefícios, mas ao contrário, assusta, traz medos e acabamos por tentar domesticá-la através do que já conhecemos.
O computador acaba tendo o "poder" de se instalar diretamente na vida das pessoas, repercurte nos quadros econômicos e sociais do mundo, onde até mesmo os editores de livros se sentem ameaçados por perderem seus espaços e seu ganho material. O quanto isso nos afeta? Quais temores nós temos diante dessas possibilidades?
Penso que podemos utilizar o computador na educação, não apenas como uma máquina de escrever para os alunos, mas ele deve ser mais abrangente, mais questionador. Não apenas algo na tela para se ler, um livro eletrônico, letras que se apresentam em formas de texto ou imagens. Mas algo que coloque os alunos no mundo e faça-os pensar sobre estes contextos socio-econômicos-culturais e se posicionem frente as questões que se apresentam diante deles. Que se apropriem do mundo não como se fossem deles desapropriando o do outro, mas tornando o outro parte de si e de sua vida.
Será que vamos conquistar isso? Ou será que divaguei muito e não percebi?
Espero que tenham me entendido e que o que escrevi sirva para alguma coisa.

Início de Tudo


Hoje estou escrevendo minha primeira mensagem na aula, fazer um Blog é legal e bem fácil, espero aprender muito nesta disciplina e poder ter mais acesso ao computador e decifrar os enigmas desta máquina que pode ser muito útil.