segunda-feira, 7 de maio de 2007

DINAMIZADORES DA INTELIGÊNCIA COLETIVA

A autora nos fala sobre o que ela chama dos dinamizadores da inteligência coletiva, que separa em cinco itens.
O primeiro ela chama de responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, onde pode-se saber a resposta, mas é o caminho que o aluno levou para chegar naquela resposta que nos dá mais informações sobre o desenvolvimento de habilidades.
O segundo seria transformar grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes , onde os modelos arcaicos de aula não se projetam neste novo contexto. Uma educação personalizada faz-se mais necessário, visto a multifacetas do mundo atual. A idéia é permitir que o conhecimento seja buscado e construído pelos alunos, a partir de pesquisa pessoais e coletivas.
O terceiro é a integração de múltiplas competências dos estudantes com a base em diagnósticos permanentes, onde ela relativiza a nota, pois diz que este pertence ao novo imaginário. Pois temos uma nova relação com o erro, muda o tipo de frustração, pois esta frustração gera um desafio.
O quarto ítem ela convida ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas. O ser intercultural, onde há movimento e reciprocidade, onde sua experiência é fundamental para a constituição da subjetividade e para a produção do saber coletivo.
O quinto ítem ela diz: promovendo a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagens e expressões. Ou seja, ela fala da educomunicação, que integra conteúdos da educação e da comunicação, implicando o diálogo interpessoal até a produção de materiais que incluem os recursos e a proliferação biênica das diversas mídias.
Com tudo isso percebemos que os dinamizadores da inteligência coletiva devem estar aberto além de tudo a uma nova cultura dentro e fora da educação, mesmo o fora reflete dentro, pois hoje dento deste contexto os alunos passam a ter mais poder, pois detém mais conhecimentos e devemos aproveitar esse conhecimento para fazer deles agentes de sua própria aprendizagem, onde a aprendizagem saia do esquema professor/aluno e passe para algo mais amplo, onde professor /aluno sejam apenas um dos modos de ver a aprendizagem mas o aluno em si pode ser dono do seu própio saber.
Mas diante disso, pergunto, estamos preparados para resignificar esta educação e dar mais liberdade a nossos alunos, experimentarmos novas formas de ensinar o aluno a aprender? Ou seja, que ele possa realmente ser seu próprio agente?

3 comentários:

Thiago disse...

...mas diante disso, pergunto, estamos preparados para resignificar esta educação e dar mais liberdade a nossos alunos, experimentarmos novas formas de ensinar o aluno a aprender? Ou seja, que ele possa realmetne ser seu próprio agente?

Hoje acho que a grande maioria dos novos professores tem uma visão diferente da educação, pois pertencem a uma geração nova! Uma geração muito questionadora sobre métodos de educação arcaicos! Acho sim, que os ventos estão muito favoráveis para uma mudança na forma de pensar o ensino e avaliação do mesmo! Existem outros problemas que emperram o projeto (tais como professores demasiadamente ortodoxos) mas com a insistência creio que essa nova visão acabará por tornar-se realidade!

José Cervantes disse...

Não a nada que cause mais medo a um professor (principalmente aos com pouco poder de argumentação / pouco conhecimento real do assunto que está ministrando) do que alunos questionadores. Se formos analisar, durante muito tempo o sistema educacional teve como base a ignorância do aluno, sua falta de pensamento e seu dever de aceitar sem questionar o que é passado pelo docente. Entretanto, na era da informação (período que estamos vivendo) o questionamento é algo necessário e bem vindo, sendo disseminado nas veias da grande rede, chegando impreterivelmente na cátedra. Cabe ao docente encaras a realidade, sua ignorância e buscar constantemente renovar seu conhecimento, para estar apto a encarar uma sala cheia de pensadores em potencial, e não meros copistas.

Nani Lacerda disse...

Giane..
Acredito que se não chegamos a proporcionar que nossos alunos sejam seus próprios agentes, estamos trabalhando para isso, pois, apartir do momento em que nos disvencilhamos da velha carapusa de que nós educadores, somos detentores do saber estamos avançando positvamente para esse caminho.
Elaine Lacerda